Threat Intelligence: conhecimento no combate às ameaças cibernéticas

Entenda como funciona a rede de dados que permite às organizações criar estratégias de defesa e antecipação de ataques de cibercriminosos.

21 de Janeiro 2022 | 17:03

Aprox. 7 minutos de leitura.


Até o final de 2022, organizações por todo o mundo sofrerão prejuízos que somados irão alcançar a impressionante marca de 6 trilhões de dólares. O cálculo dessa catástrofe foi realizado pela Cyberventures, uma empresa de consultoria focada no segmento de segurança na web, a partir de dados oferecidos pela Microsoft.

Especialistas na área são categóricos ao afirmar que o único caminho para afastar os danos de um cenário como esse, está em fazer com que profissionais da cibersegurança passem a “copiar” o comportamento dos praticantes de cibercrimes, ou seja, compartilhar informações e exercitar a curiosidade constantemente.

O que se tem observado é um verdadeiro mercado de cibercrimes, com usuários oferecendo todo um aparato de malware e orientações específicas sobre como cada tipo de ataque pode ser realizado. Essas comunidades que se formam chegam a alugar grandes redes de botnets, para possibilitar ataques DDoS (que visam paralisar todo um sistema ou rede).

O aspecto cooperativo dessas comunidades de cibercrimes, faz com que códigos e dados sejam amplamente compartilhados. Dessa forma, as informações que esses grupos detêm estão sempre mais atualizadas que as existentes entre as empresas de cibersegurança.

Uma comunidade de informações

Retenção e exclusividade de conhecimento é um pensamento que vai na contramão do que a cibersegurança necessita. Hoje a palavra de ordem é compartilhar. Isso vale para informações e experiências. 

O raciocínio colaborativo é bastante simples: conforme os ataques se multiplicam, aumentam as possibilidades de empresas compartilharem a experiência de como ocorreram e quais artefatos maliciosos foram utilizados pelos cibercriminosos. O que precisa ocorrer é a compilação, verificação e a disponibilização das informações geradas por essas experiências.   

O papel da Threat Intelligence

É justamente para fazer essa reunião de dados de forma confiável que foi desenvolvida a Threat Intelligence (em tradução livre, inteligência contra ameaças). Dados sobre os diferentes tipos de ameaças e agentes maliciosos permitem que as empresas possam compreender e administrar situações de ataques, tornando a defesa contra cibercrimes altamente eficaz. 

A Threat Intelligence permite que os IOCs (Indicators of Compromise), dados que indicam que um sistema pode ter sido invadido por uma ameaça cibernética, sejam conhecidos dentro do tempo necessário para que ações de segurança sejam realizadas com êxito.

Para a construção de um conhecimento sólido e verificável, são reunidos mecanismos, indicadores e informações sobre contextos que revelam os riscos que se apresentam ou que poderão surgir. 

A partir daí forma-se uma rede na qual existe um pacto de colaboração em busca de segurança, para que as informações constantemente trocadas sirvam de base para prevenir e solucionar ataques de criminosos.

Qualquer informação é Threat Intelligence?

Apesar do termo ter se espalhado pela internet de forma simplista, Threat Intelligence não se resume a dados óbvios sobre ameaças, informações simples sobre vulnerabilidades ou análises de logs de segurança. 

O uso da Threat Intelligence permite que as decisões em nível tático e estratégico sejam tomadas de forma profissional e com a agilidade que é vital para evitar ou reduzir danos. Obviamente, diferentes formatos de empresas estão sujeitos a tipos distintos de ataques, no entanto, o cenário mostra que mesmo uma ameaça que pareça distante, pode se tornar uma preocupação futuramente.

Atualmente, as estratégias de segurança que visam garantir a proteção dos dados e da imagem das empresas usam a Threat Intelligence para adquirir dados relativos a ameaças, como: artefatos do sistema, observações sobre ataques, TTPs (em português: Táticas, Técnicas e Procedimentos), além de relatórios de inteligência e ferramentas recomendadas.

Isso permite que o processo de identificação, análise e resposta a ameaças ocorra de forma ágil e precisa.

Usando a Threat Intelligence de forma proativa

O ápice da operação de Threat Intelligence ocorre quando ela evolui da possibilidade de responder a ataques, para a oportunidade de se antecipar a eles. Os times de segurança passam a saber quais ameaças oferecem um risco maior para o negócio, definem alertas que permitem respostas mais rápidas a ameaças reais, podem estabelecer quais alvos são prioritários e devem ser defendidos de forma antecipada.

Além dos times responsáveis pela cibersegurança, integrantes do conselho executivo, CIOs e CTOs são munidos de informações fundamentais para que possam realizar investimentos mais inteligentes e reduzir riscos com tomadas de decisão mais rápidas e embasadas.

Procure especialistas

Tão importante quanto conhecer a relevância da Threat Intelligence no mercado atual é contar com parceiros que possuam expertise técnica para aplicar o conceito e combater as ameaças cibernéticas.

Hoje a Diazero oferece soluções que coletam dados de inúmeras fontes públicas ou privadas e desenvolvem listas de ameaças detalhadas, contendo: IPs, geolocalização, hashes, domínios etc, para que em conjunto com a ferramenta de SIEM (Security Information and Event Management) da sua empresa, seja feita a correlação com o tráfego reportado em sua rede e os riscos de fraudes e ataques sejam reduzidos.

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